A segurança para a prática do rappel é indispensável e fundamental. Para os rapeleiros, com são conhecidos os profissionais na prática do rappel, não há risco de algo sair errado se forem observadas e tomadas todas as precauções necessárias. O perigo está em permitir que pessoas desqualificadas operem a descida, ou na improvisação de material, ou até mesmo na descida em lugares de risco, onde não foram verificadas a resistência das paredes, a viabilidade do ponto de âncora, ou se rolam pedras.
Os equipamentos devem estar sempre em boas condições, ser de boa marca e procedência e devem passar sempre por uma manutenção que é simples, podendo ser feita por qualquer pessoa com conhecimento. A segurança deve estar acima de tudo, inclusive da economia, portanto, não se deve economizar na compra dos equipamentos É melhor comprar um bom equipamento em que se reconheça a resistência, a capacidade e, principalmente, a qualidade, do que comprar outro mais barato.
Alguns preceitos que devem ser seguidos à risca:
• Nenhum rapeleiro (instrutor ou aluno) poderá executar laço na pedra sem estar devidamente em segurança;
• Nunca soltar a mão da corda, pois ela é o principal meio de segurança do rapeleiro;
• O instrutor responsável pela segurança deverá manter os olhos e ouvidos atentos;
• Todos os nós e amarrações deverão ser arrematados com o pescador duplo;
• O aluno que observar qualquer fato que atente com a segurança do grupo, deverá imediatamente comunicar a um instrutor;
• Qualquer ferragem que cair de uma altura mínima de 1,5 m deverá ser destruída;
• A camisa do rapelador deverá estar sempre dentro da calça;
• Fazer sempre a checagem visual e funcional antes da descida;
• Checar sempre o ponto de ancoragem e o estado geral da corda;
• Evita pisar na corda ou deixar que ela raspe;
• O rappel dever ser praticado com no mínimo três pessoas, sendo duas com o conhecimento amplo da técnica; uma ficará na parte de ejeção do rappel e a outra em baixo, na segurança da corda;
• Toda ancoragem deve ser feita com no mínimo dois pontos de fixação.
• Proteger a corda no ponto em que ela fica “raspando” na rocha, principalmente na ancoragem;
• Manter o tórax e a cabeça longe da corda, no ponto em que a corda passa no freio, é comum enroscar camiseta ou cabelos;
• Cabelos compridos devem estar bem presos e de preferência todo dentro de uma toca ou boné;
• Evitar que seu equipamento fique caindo no chão, a maioria é feita de uma espécie de liga de alumínio, que trinca com certa facilidade;
• Nunca praticar escalada, rappel, e outras atividades em altura, sozinho. Uma segunda pessoa para fazer a segurança, ajudar a checar o equipamento, a ancoragem, nós, etc., é imprescindível.
• No rappel, após uma descida, os freios tendem a se aquecer, muito cuidado para não se queimar;
• Não há prática de rappel sem segurança;
Existem dois tipos de segurança:
Amarração -> Amarrar num ponto fixo que suporte de 3000 quilos a 15000 quilos.
Ancoragem -> Puxar uma corda de segurança da amarração para outro ponto de segurança que suporte mais de 3000 quilos.
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