Abaixo especificamos alguns dos equipamentos essenciais para a prática da escalada.
FITAS: As fitas são utilizadas nas ancoragens para preservar as cordas contra abrasão. Elas são tão ou mais resistentes que as cordas, tanto em relação ao peso que agüentam, quanto em relação à resistência a abrasão. São ideais para ancoragens em pedras, árvores, vigas de concreto, pontes de pedra, e paradas artificiais, como grampos, chapeletas e pitos. Ou seja, na maioria dos casos uma fita tubular é indispensável.
Existem dois tipos básicos de fitas: as tubulares e as chatas.
As fitas tabulares são vendidas no metro. Para formar um anel usamos o nó de fita. Elas também são encontradas já emendadas, isto é, já vêm costuradas de fábrica.
Exemplo de Fita Tubular
Exemplo de Anel de Fita
À costura de todas as fitas vem presa uma etiqueta onde deve estar especificado a carga de ruptura, o fabricante, e órgão que homologa o material.
As fitas chatas não devem ser comprados no metro, pois não aceitam o nó de fita devido a sua baixa aderência. Entretanto quando compradas na forma de anel de fita são ótimas.
Existem ainda as chamadas fitas spectras que são fabricadas com uma mistura de nylon e poliamida, acarretando assim uma maior resistência à tração, sendo também, por isso, mais caras.
CORDELETES: São pedaços de cordas com diâmetro que varia entre 4mm a 6mm e seu comprimento depende da sua utilização, normalmente ficando entre 1 e 1,5 metros. São utilizados para ancoragens no chão, para back-up no rappel e para ascensão. Seu uso é obrigatório, pois com esse simples equipamento é possível evitar acidentes.
MOSQUETÃO: Argola de fecho rápido, com trava, normalmente feita de uma liga de duralumínio ou aço. Sendo um dos equipamentos mais utilizados, tem como uso mais comum prender o freio na cadeirinha e ancoragem para prender a corda, mais uma infinidade de outras aplicações. Prefira marcas com trava ou rosca. Alguns fabricantes: Petzl, Black Diamond, Simond, Lucky, Blue Water, Camp, Faders, Omega, Charlet Moser, Kong.
Existem vários modelos e formas de mosquetões, e cada um possui características diferentes, projetadas para um tipo específico de situação. Clique aqui e conheça (link p/ documento ou página “Tipos de Mosquetão”.
CORDA: Deve ser estática, e apresentar pouca elasticidade Existem modelos apropriados para o rappel em cachoeira que não absorvem água (sistema DRY). O tamanho da corda vai variar do local onde vai ser praticado. A espessura deve ser maior que 8 milímetros. Os preços variam de acordo com a marca. Alguns fabricantes: Beal, Cousin, Mammut, Roca, Black Diamond, Maxin, PMI, Blue Water.
BAULDRIER: Também chamada de cadeirinha pelos mais íntimos. É um conjunto de fitas que envolve a cintura e as pernas, ligando o praticante à corda através do freio. É ela que suporta todo o peso do corpo do aventureiro. Existem modelos totalmente ajustáveis, nas pernas e na cintura. Alguns fabricantes: Petzl, Black Diamond, Simond, Beal, Trango, Ferrino, Roca, Mammut, Camp, Blue Water.
SOLTEIRA: A solteira é uma fita amarrada com um nó boca-de-lobo na cadeirinha, com um mosquetão standart com trava. Ela serve para se prender nas proteções das rochas e nas ancoragens. É um dos equipamentos obrigatórios na prática de escalada. O tamanho varia conforme o tipo de escalada. Se estiver escalando uma via de aderência, é aconselhável o uso de uma solteira maior, de pelo menos um braço e meio; se a via for esportiva, é aconselhável o uma solteira menor, de cerca de um braço. O uso de um mosquetão standart com trava é necessário por ser pequeno, por ocupar pouco espaço dentro da ancoragem (grampo, chapeleta), por possuir trava de segurança, e por ser diferente dos outros.
COSTURA: É o conjunto formado por uma fita expressa de aproximadamente 12cm e dois mosquetões em cada uma de suas extremidades, sendo um de olhal reto e outro de olhal curvo na maioria das vezes. Vale lembrar que a corda deve passar no mosquetão que apresenta o olhal curvo, e o outro mosquetão que tem o olhal reto ou de arame, pode ser usados tanto para a corda, como para as aconragens.
SAPATILHA: Feita com uma sola de borracha lisa e extremamente aderente, a sapatilha deve ser usada bem justa aos pés para que como uma luva de borracha, transmita firmeza e sensibilidade. Desta forma permite que o escalador adapte os pés às mínimas imperfeições da rocha ou até mesmo use somente o atrito da borracha em superfícies quase que totalmente lisas. Existem diversos modelos de sapatilhas que variam suas formas de amarração, forma da sola e dureza da borracha. Cada modelo apresenta vantagens e desvantagens, conforme o tipo de escalada e o tipo de rocha em que for utilizada.
No caso de vias esportivas e negativas é aconselhável o uso de uma sapatilha apertada e de preferência assimétrica. Nas vias esportivas o que é mais importante é uma técnica refinada, pois geralmente usa-se mais os braços que as pernas, mas isso não elimina a importância que os pés têm na escalada, já que seu papel é crucial em quase todos os posicionamentos.
Entretanto em vias longas ou de aderência, é aconselhável o uso de sapatilha não muito apertada, pois o escalador permanecerá por muito tempo com ela nos pés. O uso dos pés em vias de aderência também é muito importante.
SACO DE MAGNÉSIO: Feito de variados tipos de tecidos e forração interna, vai amarrado à cintura do escalador para que, durante a escalada, este possa passar CARBONATO DE MAGNÉSIO nas mãos, para secar e dar mais aderência à rocha. Infelizmente o magnésio traz seus malefícios à natureza, além da poluição visual, que mancha as pedras de branco até que a chuva possa lavá-las, o excesso que cai no chão altera, a longo prazo, o pH do solo na base das vias, prejudicando a vegetação local.
CAPACETE: Para escalar com segurança, além de conhecer a técnica apropriada, é necessário que você possua os equipamentos adequados para a prática dessa atividade. Toda a peça tem sua importância e aplicação específica. Mas o capacete é um item de segurança importantíssimo que normalmente é desprezado. O capacete é um item de segurança fundamental, principalmente em tempos de “popularização do esporte”. Embora muitos não gostem de usá-lo, alegando desconforto, o uso do capacete durante a escalada é uma questão de costume, cultura e vontade de assumir uma postura de segurança. Na escalada, manter a consciência pode ser o divisor entre a vida e a morte, portanto, é indispensável o uso do capacete. Use cores chamativas, como vermelho, branco, amarelo, etc.
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